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Homilía 
Dominical e Solenidades
 
Colaboração:
Dom Vilson Dias de Oliveira, Bispo Diocesano de Limeira, SP
 

 


HOMILIA DO 6º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

DIA 12/02/2017

 

 

Leituras: Eclesiástico 15, 16-21; Salmo 118 (119), 1-2.4.5.17-18.33-34; Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 2, 6-10; Mateus 5, 17-37 ou Mateus 5,20-11a.27-28.33-34a.37 (mais breve).

 

 

1. Situando-nos brevemente

Domingo passado nosso Mestre Jesus tratava seus verdadeiros discípulos como sal da luz da terra e luz do mundo, tempero de uma sociedade destemperada, luz de um mundo mergulhado em trevas. E como o são? Através da prática das boas obras, a exemplo do Mestre Jesus que passou a vida fendo o bem.

 

 Hoje, temos honra de estarmos de novo aqui reunidos, para ouvi-lo e para celebrar sua entrega de total amor por nós. Ele se faz nosso e nós nos tornamos dele. Maravilhosa obra do nosso Deus misericordioso.

 

Hoje, Jesus vem abrir para todos nós, dentro de todo o contexto do Sermão da Montanha, novas perspectivas de sentido do Reino de Deus que o Evangelho nos revela. Vale a pena agora meditar sobre a divina Palavra que acabamos de ouvir.

 

2. Recordando a Palavra

O Evangelho de hoje (Mt 5, 17-37) vem mostrar direitinho a “originalidade” da justiça do Reino de Deus trazida por Jesus para dentro da nossa sociedade humana: fidelidade à Lei e aos Profetas, Jesus diz expressamente que não veio abolir a Lei e os Profetas, mas dar-lhes pleno cumprimento (v.17). A Lei e os Profetas continuam em pé e estão aí para serem cumpridos. Quem os pratica e ensina outros a praticá-los será considerado grande no Reino dos Céus. Mas quem os desobedece e leva outros a desobedece-los, pode ser considerado o menor no Reino dos Céus (v.19).

 

E quem os desobedece? A partir de sua radical experiência de Deus, Jesus mesmo o percebe muito bem: são precisamente os mestres da Lei e os fariseus que, padronizados segundo a prática fundamentalista de Lei, não conseguem, ir mais além, a saber, ao espírito da Lei. Apegados à letra humana, cegaram-se ao Espírito. Pensavam que, para salvação, a Lei se restringia em apenas “não matar”, “não cometer adultério”, “não jurar falso testemunho”. Por isso, Jesus toma a frente e alerta aos discípulos: “Se a justiça de vocês não for maior que a dos mestres da Lei e dos faris4eus, você4s não entrarão no Reino dos Céus” (v.20).

 

No Reino de Deus, para ser salvo, não entra em questão apenas exigências extremas como “não matar”, “não cometer adultério”, “não jurar falso testemunho”. Só isso não basta para se criar uma sociedade de acordo com o Espírito de Deus. É preciso ir mais fundo, à raiz da questão, a saber: desenvolver todo um trabalho educativo, disciplinar (conversão!), por assim dizer “terapêutico” – no, que diz respeito às relações humanas, no âmbito social, familiar, religiosos. A justiça do Reino de Deus começa por relações humanas equilibradas, saudáveis, cordiais, respeitosas e sinceras. Uma sociedade sadia só progride e se constrói a partir o Espírito de Deus que, por sinal, o próprio Jesus encarna.

 

Por isso, a sabedoria do livro do Eclesiástico já lembrava que a vida se baseia na confiança em Deus (Eclo 15,16), este Deus que “não mandou ninguém agir como o ímpio e a ninguém deu licença de pecar” (v.21). E, assim, em reposta, cantamos hoje o Salmo 118, repetindo este refrão: “Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo”.

 

Como já sabemos, Jesus é a concreta encarnação, aqui e agora, da eterna sabedoria de Deus como raiz de relações humanas equilibradas e sadias. É desta sabedoria que Paulo fala hoje na primeira Carta à jovem comunidade de Corinto (1Cor 2,6-10): “não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que desde a eternidade Deus destinou para nossa glória” (v.7). Nossa glória, a saber: a vitória da vida.

 

3. Atualizando a Palavra

O ser humano dispõe de uma consciência para escolher entre o bem e o mal. Isso era ensinado pela sabedoria do Antigo Testamento. Para nos ajudar esta escolha, Deus propõe a lei, os mandamentos, como ouvimos na primeira leitura. Antes disso, Moisés codificou os mandamentos para os israelitas. E então vem a pergunta: O que eles significam? Como interpretá-los?

 

“No tempo de Jesus havia quem os interpretasse conforme a letra, materialmente: ‘Não Matar’ significava simplesmente não tirar a vida de ninguém, Jesus, no Evangelho de hoje, nos ensina a interpretá-lo conforme o espírito do Pai. Escutar Deus mesmo por trás da lei! E o que Deus deseja é ‘justiça’, isto é, seu plano de amor para com a humanidade: ‘ o ‘projeto de Deus’, ‘não matar’ significará muito mais do que a letra diz...” (J. Konings. Op. Cit., p.143).

 

Nos tempos atuais, também, “muitos interpretam a lei de modo material, sem escutar a vontade de Deus. “Adorar a Deus’ significa então ir à Igreja, sem amor a Deus. ‘Não adulterar’ significa então respeitar o ‘contrato matrimonial’, sem renovar diariamente seu amor de esposo. ‘Não roubar’ torna-se bandeira da intocável propriedade privada, vem vez de freio contra a exploração...” (Idem).

 

“’Eu, porém, vos digo’, repete várias vezes (Mt 5, 22.287.32.34). Em outras palavras, ele restituiu a Lei de Deus: puxou-a das mãos fundamentalistas e fez ela ser novamente interpretação e instrumento do amor do Pai. E por isso, restituiu-se ao povo, pois assim ela serve para a paz, a felicidade profunda do povo que Deus ama. A nós cabe interpretar a lei pelo amor que Cristo nos fez conhecer. É isso moral cristã. Colocar a lei a serviço de um amor inesgotável. Então, nunca ficaremos ‘satisfeitos’: sempre descobriremos uma maneira mais completa para realizar o bem que Deus ‘ aponta’ através da lei. A letra da lei não diz nada, por exemplo, sobre política, mas o espírito de Jesus nos ensina que hoje, para sermos justos, devemos mexer com as estruturas políticas e econômicas da sociedade. “Escutando a voz da consciência e orientando-nos pelo amor que Cristo nos ensina, veremos melhor o que na prática os mandamentos exigem de nós” (Idem).

 

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Sinceridade e retidão em todos os âmbitos das relações humanas e partir do Espírito de Deus encarnado em Jesus de Nazaré: eis o grande desafio para vivermos como discípulos do Senhor e, assim, sermos nós seu espaço aberto de presença e ação em favor de uma sociedade justa e fraterna. Por isso, logo no início da nossa celebração fizemos esta significativa oração: “Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós” (Oração do dia).

 

E, logo mais, ao apresentarmos pão e vinho para serem memorial da Páscoa purificadora e renovadora de todos nós fazemos este outro pedido: “Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e nos renove, e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade”. (Oração sobre as oferendas)

 

Enfim, depois de nos alimentarmos desta Ceia Pascal, lugar da Lei máxima do amor que se faz Corpo entregue e Sangue derramado do nosso Mestre maior, o Senhor Jesus Cristo, e assim já provando as delícias do Reino dos Céus, fazemos este pedido: “Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida”. (Oração depois da comunhão).

 

Que a escuta da Palavra e a celebração da Eucaristia neste domingo, nos façam, crescer mais e mais na prática dos mandamentos a partir do Espírito do Senhor e seu santo modo de operar. Amém!



5º Domingo do Tempo Comum – 05 de fevereiro de 2017

 

Leituras: Isaías 58, 7-10; Salmo 111 (112), 4-5.6-7.8a9; Primeira Carta de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 2, 1-5; Mateus 5, 13-16.

 

1. Situando-nos brevemente

Domingo passado estivemos com Jesus, que nos falava do segredo das bem-aventuranças. O segredo é o Reino de Deus que com Ele é trazido para dentro da sociedade humana. E quem faz parte deste Reino? Os que, como Jesus, optam pela justiça desse Reino e o vivem, isto é, se fazem pobres, desprendidos, para estar com os pequenos, os pobres, abandonados, injustiçados. Desses é o Reino dos Céus, e esses serão de fato felizes.

 

Deus não se cansa de nós. Por isso, mais uma vez, nos reúne aqui para ter um colóquio conosco e nos oferecer uma Ceia de comunhão com Ele. Que imensa graça! Por isso, proclamamos logo no início desta celebração: “Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo”. Ele acabou de falar-nos, mostrando-nos qual é identidade cristã e sua especificidade dentro da sociedade.

 

2. Recordando a Palavra

Há dois domingos, a Palavra nos mostrava que Jesus não trabalha sozinho. Ele trabalha em equipe. Por isso, as pessoas que o seguem, seus discípulos, são convidados a integrarem-se no movimento de um mundo novo sendo inaugurado. O Reino de Jesus é o mundo novo que se descortina. Ele é o tempero e a luz deste mundo novo. E os discípulos e discípulas, seguidores deste Mestre de sadia qualidade de vida para quem vive sem qualidade, também se identificam com Ele.

 

Por isso, a Boa-Nova de hoje, mediante Evangelho de Mateus (Mt 5, 13-16), vem chamar esses discípulos de “sal” e “luz”: “Vocês são o sal da terra ... Vocês são a luz do mundo” (v.13-14). E como o serão? Como Jesus, através da prática das “boas obras” (v.16).

 

Cumpre-se assim o que diz Deus pelo profeta Isaías, como ouvimos na primeira leitura (Is 58, 7-10). Precisamente em um período de tremenda crise econômica, social e política. Deus mesmo indica as boas obras a serem praticadas: “Reparta o pão com o faminto, acolha em casa pobres e peregrinos, providencie roupa para quem não tem ... Então a sua luz vai brilhar como aurora ... Se você destruir os instrumentos de opressão e abandonar os hábitos autoritários e o linguajar maldoso; se você acolher de coração aberto o indigente e prestar todo o socorro ao necessitado, então do meio das trevas vai nascer a sua luz, e sua vida será como o meio-dia” (v.7-10).

 

Por isso, motivados por esta Palavra, hoje cantamos o Salmo 111, cujo refrão soa assim: “Uma luz brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez” (v.9).

 

Jesus fez tudo isso. E o fez tão bem que acabou morrendo crucificado, por causa das boas obras que praticou. Gente poderosa que não suportou toda essa novidade do Reino de Deus, tentou sufocá-lo, mas não conseguiu. Jesus ressuscitou e sua luz brilhou de vez. Por isso que o apóstolo Paulo, na primeira Carta à jovem comunidade de Corinto, como ouvimos na primeira leitura (1Cor 2, 1-5), testemunha de si mesmo: “O meu ensinamento e a minha mensagem não foram dados com a linguagem da sabedoria humana, mas com provas firmes do poder do Espírito de Deus; portanto, a fé que vocês têm, não se baseia na sabedoria humana, mas no poder de Deus”.

 

3. Atualizando a Palavra

“Vocês são o sal da terra ... Vocês são a luz do mundo”. Pode parecer muita pretensão dizer que os seguidores de Jesus, gente simples e sem brilho, devam ser “sal e luz” para o mundo. Então, o que Jesus quer dizer? Ele quer dizer que “esses simples galileus, agora reunidos na comunidade do Reino de Deus, dão sabor ao mundo insípido e devem deixar brilhar as suas boas obras, para que as pessoas deem graças da Deus. Pois Deus é reconhecido nas boas obras de seus filhos. Isso significa também que não devem fazer as boas obras por vaidade própria: uma ‘luz’ boa não ofusca a vista com seu próprio foco, mas ilumina o mundo em torno a si. A primeira leitura dá um exemplo de como deixar brilhar essa luz: saciar os famintos, acolher os indigentes, afastar a opressão de nosso meio” (J. Konings., Op., cit., p.140).

 

Olhando para o nosso entorno, percebemos que “a sociedade de hoje procura um brilho diferente daquele do Evangelho: luxo e esbanjamento, diploma comprado e esperteza para enganar os outros. O sal e luz do Evangelho não são reservados aos que tem riqueza e poder. Encontram-se na vida dos mais pobres. Este pode ser sal e luz até para os ricos e cultos: faz-lhes ver a vida em sal nudez e provoca no coração deles a opção fundamental. Diante do pobre, os abastados têm de optar a favor ou outra o Cristo, o pobre. A solidariedade dos pobres e com os pobres questiona os ‘valores’ de uma sociedade individualista e competicionista, na qual cada um abocanha tudo quanto consegue. O povo dos pobres é, para todos, a luz que lhes faz ver a dimensão decisiva de sua vida. O brilho do mundo, ao contrário, leva ao tédio; em vez de sal e luz, escuridão e entorpecentes...”. Por isso que Paulo, como vimos na segunda leitura: “não pregas coisas de sucesso, mas o Cristo crucificado, para que a fé não se baseie em sabedoria de homens, mas no poder de Deus, que ressuscitou Jesus” (Ibidem, p.140-141).

 

E, para conclui, diríamos ainda que “para sermos sal e luz, Cristo não ordena esforços sobre-humanos. Basta nossa adesão cordial e íntima a Jesus e a sua comunidade... Quem adere de verdade à comunidade do Reino que Ele convoca, será sal e luz. Se somos verdadeiramente discípulos dele, comunicamos cor e sabor ao mundo. Por nossa bondade, simplicidade, justiça, autenticidade e também por nossos sacrifícios, se for o caso, tornamos o mundo luminoso e gostoso, de modo que os nossos semelhantes possam dar graças a Deus” (Ibidem, p.141).

 

E, claro, isso só acontece se, como Jesus, confiarmos acima de tudo no amor gratuito de Deus. Por isso que, logo no início de nossa celebração, fizemos este significativo pedido: “Velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção” (Oração do dia).

 

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Logo mais participaremos da Ceia do Senhor, memorial da sua morte e ressurreição. Damos graças a Deus por nos ter iluminado com a luz deste Cristo, nossa Páscoa e, depois de saciados do seu Corpo entregue e do seu Sangue derramado, então, como conclusão elevamos aos céus este pedido, que tem muito a ver com a Palavra hoje ouvida: “Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!” (Oração depois da comunhão).

 

Que esta eucaristia de fato nos anime e fortaleça na prática de boas obras em favor dos pequenos, pobres, sofridos, abandonados, injustiçados e, assim, sejamos tempero do Reino para a terra e luz de Cristo para do mundo. Amém!

 


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